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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Poema: Quatro perguntas para um final sem fim

Olá insones, o poema que trago hoje para vocês é um dos meus preferidos! Espero que gostem! <3 Só lembrando que essa é a última sexta poética por um tempo, e que todos os poemas aqui postados são exclusivos, e de autoria de nosso querido Natanael Costa! Por isso se forem usar, creditem-os. :)

Nossa alegria ao estar
lado-a-lado,

nossa empolgação ao ver o amor amado,

nossa ansiedade ao ter os corpos aproximados.



Quem dera todos os dias fossem assim...

A tua imagem nítida,
mutuamente exclusiva,
extremamente abusiva,
inteiramente minha.

Quem dera todos os dias fossem assim...

Com teu rosto junto ao meu,
meu corpo colado ao teu,
nossa calma ao nos tocarmos,
carinhos eternos a compartilhar,
olhares certeiros
a trocar.

Quem dera todos os dias fossem assim...

A pele tua que me encosta,
o sorriso lindo que me esnoba,
e o olhar frio tentando disfarçar,
que tímida se defende,
mas finge atacar.

A boca que sorri é a mesma que me beija,
o olhar que se esconde é o que me deseja,
a dona disso tudo é a que me anseia.

Quem dera todos os dias fossem assim...

E se eu estivesse disposto a me abrir,
te ferir por um instante,
porém, 
ainda sim te ter aqui.

E se eu fosse corajoso pra olhar no teu olho 
e dizer 
"meu verdadeiro 
amor é você".

Se minha dor fosse sofrida,
sim! 
eu diria.

E se minha alma não fosse fria,
sim! 
eu te esquentaria...

Os anos passam,
nossa chance se vai,
auto-estima decai,
caminhos distantes traçamos
e continuamos longe um do outro;
ainda assim,
seguindo adiante.

Teria ido embora sem se explicar,
teria ido sem se despedir,
teria me dito aquelas coisas,
teria mesmo me deixado ir?!
Você guardou esses momentos?
Não deixou escapar entre as mãos
ou  pelo vento?
O que teria feito se soubesse
 que aquele era,nosso último dia?



Poema: Natanael Costa.
Imagem: We Heart It. <3

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Poema: Como única saída, dor

 Você me machucou,
 me trouxe dores, 
foi semelhante aos meus outros amores
Hoje vai-se indo, 
e vem-se vindo tuas lembranças, 
do nosso carinho, 
 de nossas andanças.
 Eu vejo triste meu passado, 
dilacerado pelos corações cruéis,
 mentes infiéis
e carnes fracas; 
por malditas carcaças destrutivas. 
Porém tão lindas, 
Tão mimadas e atrevidas. 
Ainda sinto a dor do fim
entrelinhas guardam sentimentos ruins,
 a saudade parte da tristonha graça,
 do sentimento puro e do cuidar fingido;
 do nosso amor e talvez até daquele cupido.
 O amor que me trouxe choro, horrores e transtornos; 
que provocou abortos dentre em mim, 
que proporcionou o inicio de um triste fim
Cupido... o que lançou-me amor,
 saudades tuas,
 das tuas loucuras,
 bravuras, 
ternuras;
 da tua falta de amargura.
 Onde está? O quê esperas? Fleche em mim a ilusão perpétua,
 se eu voltar a chorar não interessa.
 Viverei com a dor sem que ela me vença
curarei-me da abstinência, 
permanecerei com a dor que me leva ao fundo, 
e que quando a amo tira-me do meu próprio submundo.
 
                                Foto: Tumblr (Deixe o amor em paz
Poema: Natanael Costa

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Poema: Sabia apenas de sentir amor

Olá insones,Espero que gostem do poema de hoje, é curtinho mas traz sentimentos imensos! <3 Só lembrando que os poemas aqui postados são exclusivos, e de autoria de nosso querido Natanael Costa! Por isso se forem usar, creditem-os, por favor! <3

Não sabia que me aproximar
a causaria tudo isso,

não sabia que ama-la a magoaria,

não sabia que querê-la perto
a deixaria tão longe;
e que talvez
meu pouco ego tenha lhe tirado
lágrimas involuntárias,
não sabia que pedir perdão

nos traria tanta luz,

muito menos novamente escuridão,

não sabia que
ama-la tanto
a machucaria assim,
te traria dores.


Mas,
enfim,

nunca ei de esquecer o que sentiu por mim,

foi intenso sim,
verdadeiro sim,
só te quis pra mim,
te-la em mim,
te amarei sem limites até meu fim.




Poema: Natanael Costa.
Imagem: We Heart It.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Poema: "De longe ainda amo"

Daqui não lembro de detalhes, daqui de tudo não sei, sei apenas do que você sabe, e de como te marquei. Daqui vejo você sentir saudades minhas, de como aos poucos te conquistei, te olhei no olho e pisquei, sorri, fiz galanteio. Daqui sei que passam na tua cabeça imagens do nosso primeiro encontro, prometi que seria o melhor de tua vida, aquele sem dúvidas marcante, eu cumpri... Por esses momentos sei que te fiz feliz. Sinto que tua cabeça não sai de mim, lembro de pedir-me para nunca ir, destas vezes teimoso, nunca cumpri. Daqui consigo lembrar-me de nossa história, sua afeição por mim era algo sobrenatural, hoje sei que sim, me ama até hoje sem que eu seja real. Eu te prometi tantas coisas, boa parte eu cumpri. Fui teu melhor amigo, fui teu ombro querido, teu consolo e abrigo; fui o teu amor, dono da tua força e fervor, cuidei da tua paixão e tua luz, joguei fora tua dor, e tuas desilusões, antigos amores, e antigas descepções. Eu cumpri... Eu prometia voltar sempre que ia, a cada volta você dizia "e se talvez não retornar?" junto da tua frase eu dizia "pra ti eu sempre vou voltar". Sempre chorava na porta a me esperar, sem saber se eu iria ou não voltar; a cada volta um sorriso, um beijo para o precipício, ainda não fui-me. Mas, novamente eu iria, após o adeus sempre dizia "pra ti eu sempre vou voltar". Promessa feita foi a minha, queria eu então cumpri-la, infelizmente não cumpri... E sem saber aquela foi uma de nossas muitas despedidas, contudo, desta vez sem reencontro. Adeus amor, adeus marinha, daqui de longe ainda as amo.











Poesia: Natanael Costa
Foto: Tumblr




(COPIAR É CRIME. SE ISSO FIZER COLOQUE O NOME DO AUTOR NO FINAL DO TRECHO)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Poema: "Amor próprio aos alheios"

Essa memória que me ataca,
esse doer que 
me opaca,
esse rancor que 
me afasta,
a solidão que 
me afaga,
o coração que ainda me traga,
a persuasão que 
me aconselha;
mas,
nada se assemelha 
a isto.
Estou novamente perdida,
desta vez em um beco sem saída,
pirada da vida.
Me perdi 
e não me encontro mais,
culpa daquele rapaz,
cujo retirou-me de mim,
e arrastou-me a seu amor;
aquele que no início só me alegrou,
que por muitos dias me deu valor,
que por meses 
e anos jurou-me amor.
Hoje me trás altas doses de dor,
estou bêbada de tanto tomá-las,
nem me aguento em pé,
só conto com a
e com a solidão que tanto acaricia.
Tô longe de mim ainda,
tô sem mim faz vários dias,
tô ainda só
e cada vez mais perdida. 
Até que aparece-me um anjo,
com voz de bom moço fala algo,
e oferece-me amor;
eu contente a disfarçar,
que novamente estava a 
me apaixonar,
que encontrei um novo eu ali,
que me vi novamente feliz
e voltando a sorrir...
Mas,
de tanto repetir-se o ciclo,
de tanto a vida espancar-me sem nem ter dó de minha pele;
finalmente vi a lição que queria 
passar-me,
diante do meu sofrer e dos meus olhos;
devo procurar-me em mim,
felicidade e fim,
cumplicidade a mim.
mas,
essencialmente ter amor próprio a mim.


Texto: Natanael Costa
Foto: tumblr 




Beijos da Ju!


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Poema: A procura do que já teve um dia

Olá insones, hoje trago mais um poema para a sexta-feira de vocês! Só lembrando que os poemas aqui postados são exclusivos, e de autoria de nosso querido Natanael Costa! Por isso se forem usar, creditem os poemas. <3 

Você procura amor,

luz,
mas não deduz que o teu sonho é limitado,
calma,
assim tu deixas teu coração irritado,
por vezes cansa tentar amar,
por vezes ama e não declara.

Procurou no teu sofrer um bom motivo,
um que fosse esquiva de uma história a dois,
frustrada procurou refúgio,
sem êxito chorou dilúvios.

Se tivesse feito por nós,
pensado em nós,
não só em tu,
hoje seriamos,
tu e eu.

Porém,
o orgulho te sopra verdades,
diz que na tua memória não devo habitar,
e você ingenuamente aceita a proposta.

Mas,ainda sem resposta
 permanece
a amar.

A inveja desse teu amor
que luta por outro eu
você devia guardar;
para que saiba a importância de se renovar,
de ter na alma
um motivo para recomeçar.

Pouco você guarda,
vive na retaguarda de não voltar a amar,
na ilusão contente de
que talvez de repente ele possa voltar.

Pouco você sabe,
mas,
teu coração arde
por ter negado amar,
por seguir os passos da maldade;
por infantilidade de criança tola
que vê o amor como ódio e não como amizade,
que enlouquece por gostar
e por ele a contrariar,
por ir além da tua cara metade,
por estrassalhar teus sonhos e tua liberdade,
por demolir teu mundo cheio de próprias verdades.

E é por isso que tu foges
do teu amor-verdade.

Vive pondo defeitos,
o achou nas sombras,
sem mais delongas...

Não é perfeito.
O tempo passa
e tu cria filas
de amargura
e marcas,
cria a sombra
e a dor
em teu coração,
então se envolve
em novas ideias,
coitadinha...

Mal sabe ela,
que seu
amor-verdade
está largado em um poço
em seu passado,
e que foi ela mesma
quem o deixou lá.




Poema: Natanael Costa.
Imagem: We Heart It.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Poema: Dor em recomeço

Naquele dia foi-se meu amor,

não sabia oque sentia,
se era raiva
ou se era dor.
Sua promessa foi quebrada,
junto dela o meu coração,
você havia me dito que não ia embora não,
certa vez perguntei a tua alma,
e novamente disse "para teu longe não vou não".
E mais,
um amor que iria até outro lado da vida,
havia comentado sobre um amor sobrenatural,
um lado viver imortal.


Promessas que não foram cumpridas,
falácias que deixaram a desejar,

e se deixaram algo foram estas feridas,
essas que não sei

se vão cicatrizar.

Você foi meu maior amor,

eu não queria me entregar,
você foi forte e não deixou a desejar,
era perfeito
hoje tem a mesma força,
e me fez por várias vezes delirar;
mas,
ao invés
de me fazer sorrir
me faz chorar.
Eu nunca havia beijado na chuva,
com você foi minha primeira vez,
sorri,
adorei.


Nunca havia amado assim,
deleitado de um desejo por hora sem fim.
Você conseguiu transformar aquele belo dia de chuva em um dia deplorável,
deixou de ser um garoto amável,
eu tola em acreditar que aquela noite era em prol da nossa volta,
que dó senti de mim,
sou
uma garota idiota!
E
novamente a chuva...
tuas palavras me instigaram
ao choro,
o sentimento que me acariciou naquele dia só me deu esporro,
e cada gota de chuva me ajudava,
disfarçava cada lágrima jorrada,
ainda sim meus berros escancaravam,
denunciavam o meu choro,
minha tristeza
e desaforo.


Tinha que ser assim?
fazer de um amor marcante o ruim,
fazer da minha dor teu recomeço,
fazer da minha alma teu tropeço,
fazer minha cabeça
e causar este atropelo.

Chorei,

chorei desembestada,
chorei sem min'alma,
e finalmente chorei sem você no peito,
para um começar de um recomeço.
Poema por Natanael Costa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Poema: Retrato da insensível infância

Olá insones, divulgamos semana passada por nosso instagram essa novidade em nosso cantinho, mas para quem não viu: Todas as sextas vocês terão uma dose de poesia por aqui! <3 Os poemas aqui postados são exclusivos, e de autoria de nosso querido Natanael Costa<3 Espero que gostem de seus escritos, pois nós (Loh e Juh) amamos! P.S.: Semana passada decidimos iniciar postando no insta para que mais gente tivesse conhecimento! :)



Meu coração já foi teu,
meu,

teu,
meu,
Teu,
[...].

Enfim, eu já vivi por amor um dia,
eu já sonhei por sonhar uma noite,
já acordei pra sonhar no meu dia,
já ignorei as minhas aulas
pra viver na marinha,

eu já...


Já tanta coisa,
já fui de alguém que um já dia já foi meu,
já fui soldado que um dia morreu,
já fui esperança de vida que um dia voou
e se foi.
Já fui...

Hoje sou passado de cara com futuro,
Amadureci alma,
peito,
e com calma fui levando a vida,
na espera de uma despedida saudável,
o Adeus a infância eu nunca ei de dar...

Porque se isso continuar
eu vou mofar na incerteza de:
se amei,
se sofri,
se senti,
se chorei dentro do peito;
Mas porquê?

Eu só queria um dia sorrir e chorar,
sair do calabouço de nunca uma-hora-amar,
sair da minha treva que acalma e revigora,
Mas nesta hora o que eu quero
é sorrir
e chorar;

Manter a calma,
se sentir bem,
do que adianta isso 
sem nenhum vintém de amor?

Sem o calor humano,
vivendo sem expressão tipo robô andando.

Eu cresci e vivi,
mas ainda sinto os sentimentos
igual a uma criança,
não ingenuamente,
não desesperado,
mas erroneamente
e inadequado.

As vezes nem sei se sinto,
e sinto não sei porque,
ou 
o que,
mas sonho em sonhar
e finalmente acordar do
sonho-dentre-sonho e ai amar,
sentir saudade do que era meu,
correr atrás do que se perdeu,
e meu...

O caminho pode estar livre
   mas o meu peito se afundou
 em uma infância
de um garoto desalmado.








Foto: We Heart It
Poema: Natanael Costa